O Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, apelou esta terça-feira aos administradores distritais a assumirem um papel transformador e de liderança activa na luta contra a pobreza e na promoção do desenvolvimento inclusivo e sustentável a nível local.
Falando durante a abertura da IX Reunião Nacional dos Administradores Distritais, Chapo destacou que o actual ciclo de governação 2025–2029 deverá assentar nos distritos como “base da planificação e motor do desenvolvimento local”, exigindo dos administradores uma liderança próxima das comunidades, com sensibilidade social, espírito inovador e compromisso com resultados.
“O administrador distrital não deve ser um chefe de gabinete, mas um líder de terreno, dialogante, sensível ao sofrimento da população e capaz de mobilizar as potencialidades do seu território para gerar emprego, especialmente para a juventude”, afirmou o Chefe de Estado.
O Presidente valorizou o papel central dos administradores na implementação do Programa Quinquenal do Governo (PQG) e reforçou a responsabilidade que lhes cabe na operacionalização de políticas públicas, especialmente no aproveitamento dos recursos naturais, dinamização das cadeias de valor locais e promoção do agro-negócio, turismo, pesca, indústria e educação técnico-profissional.
Chapo destacou ainda a importância do recém-criado Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), a ser lançado oficialmente em Vilankulo, como instrumento para financiar iniciativas empreendedoras nos distritos e autarquias. O fundo deverá ser executado com transparência e rigor, evitando os erros do passado em mecanismos similares.
Durante o encontro, o Presidente realçou os avanços em matéria de inclusão de género na administração distrital, com 42 mulheres agora no cargo de administradoras, correspondendo a 27% do total.
A reunião nacional, que reúne os 154 administradores distritais do país, tem como objetivo harmonizar práticas de governação, reforçar capacidades técnicas e consolidar a descentralização como pilar da boa governação. Os temas em debate incluem: planificação e orçamento, ética, combate à corrupção, agricultura, segurança alimentar, segurança pública, proteção civil e gestão patrimonial.







