Durante a 28.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, realizada nesta terça-feira em Maputo, o porta-voz do governo, Inicêncio Impinsa, destacou os progressos registados no primeiro semestre de 2025, fruto da execução do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE).
Segundo Impinsa, dos 231 indicadores avaliados, 134 correspondendo a 58% atingiram as metas estabelecidas, o que, na sua visão, demonstra o compromisso do Executivo com o desenvolvimento sustentável do país.
O porta-voz sublinhou ainda que 56 indicadores, ou 24%, foram parcialmente alcançados, evidenciando que várias áreas apresentam avanços significativos, mesmo que ainda haja margem para melhorias.
A execução da receita do Estado alcançou 171,8 mil milhões de meticais, representando 44,5% da previsão anual, ligeiramente superior aos 44% registados no mesmo período de 2024, o que foi interpretado como um sinal de melhoria da arrecadação fiscal.
Quanto à despesa pública, Impinsa afirmou que o valor realizado, de 213,4 mil milhões de meticais, representa 41,6% da meta anual, apontando uma redução real de 8,6% em relação ao mesmo período do ano passado, indicando maior disciplina na gestão orçamental.
O porta-voz ressaltou que o primeiro semestre foi marcado pela implementação eficaz do Plano dos Primeiros 100 Dias de Governação, cuja abordagem integrada tem reforçado a articulação entre políticas públicas e a sua territorialização.
Apesar das adversidades enfrentadas como as manifestações pós-eleitorais, ataques terroristas em Cabo Delgado, ciclones e crises internacionais, Impinsa enfatizou que o país conseguiu melhorar a estabilidade macroeconómica e política, criando linhas de financiamento para o setor produtivo e orientando ações governativas para o bem-estar da população.
Ele afirmou que estes avanços, apesar do cenário difícil, refletem a resiliência do Governo e a sua capacidade de adaptação para manter a economia em recuperação.
Ainda assim, o porta-voz reconheceu a necessidade de continuar a fortalecer políticas e ações que promovam crescimento económico sustentável e inclusivo para toda a população moçambicana.