Um total de 418 cidadãos moçambicanos foi recentemente deportado da África do Sul, no âmbito das operações de controlo migratório e combate à criminalidade levadas a cabo pelas autoridades daquele país.
De acordo com informações oficiais, os repatriados são acusados de infrações como violação de fronteira, permanência ilegal em território sul africano e envolvimento em actos de assalto, situações que fundamentaram as ordens de expulsão.
O processo de repatriamento decorre de forma coordenada entre as autoridades sul africanas e várias instituições moçambicanas, envolvendo os serviços de migração, a Polícia da República de Moçambique e os órgãos de investigação criminal.
À chegada a Moçambique, os cidadãos deportados passam por procedimentos de identificação e registo, sendo posteriormente encaminhados de acordo com a sua proveniência e situação legal.
As autoridades nacionais têm igualmente desenvolvido acções de sensibilização junto dos repatriados, apelando ao regresso às zonas de origem e à observância das normas legais, como forma de evitar reincidências.
O aumento das deportações confirma uma tendência crescente registada nos últimos anos. Em 2024, pelo menos 10.500 moçambicanos foram repatriados da África do Sul, um crescimento de cerca de 22 por cento em relação ao ano anterior.
A maior parte dos casos esteve associada à falta de documentos legais de residência e trabalho, factor que continua a expor milhares de cidadãos a detenções e expulsões.
Entre as províncias que mais receberam repatriados destaca se Gaza, região historicamente marcada pela migração laboral para a África do Sul, num fenómeno que continua a desafiar as políticas migratórias e socioeconómicas do país.








