Arrancam hoje, à escala nacional, os exames de admissão à Universidade Eduardo Mondlane, à Universidade Zambeze e ao Instituto Superior Politécnico de Quelimane, num processo que decorre até ao próximo dia 09 de Janeiro e envolve dezenas de milhares de candidatos ao ensino superior público.
Para o ano lectivo de 2026, a Universidade Eduardo Mondlane regista um total de 26.827 candidatos a disputar 4.790 vagas de ingresso, das quais 3.200 destinam-se aos cursos do período laboral e 1.590 ao período pós laboral, confirmando a elevada pressão sobre a maior instituição de ensino superior do país.
Comparativamente ao ano lectivo de 2025, os dados indicam um aumento de 8,7 por cento no número de candidatos, um crescimento que reflete a procura contínua pelo ensino universitário e a valorização social dos diplomas de nível superior.
Do universo de candidatos inscritos para os exames de admissão, 58 por cento são do sexo feminino e 42 por cento do sexo masculino, uma distribuição que evidencia a crescente participação das mulheres no acesso ao ensino superior em Moçambique.
Entre os cursos mais concorridos destacam-se Medicina, Direito, Engenharia Informática, Contabilidade e Finanças, Engenharia Eléctrica, Engenharia Mecânica e Engenharia de Petróleo e Gás Natural, áreas tradicionalmente associadas a maiores oportunidades no mercado de trabalho.
Em conferência de imprensa, a Chefe do Departamento de Admissão à Universidade Eduardo Mondlane, Professora Doutora Isabel Guiamba, explicou que os exames de admissão para 2026 serão realizados num modelo misto, combinando exames integrados e não integrados.
Segundo a responsável, os exames integrados terão a duração de três horas para duas disciplinas, enquanto os exames não integrados terão a duração de uma hora e trinta minutos por disciplina, um formato que visa garantir maior rigor na avaliação e melhor organização do processo selectivo.





