As fortes inundações que assolaram o distrito de Maganja da Costa, na província da Zambézia, deixaram milhares de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade, após a submersão de inúmeras habitações e a destruição de meios de subsistência.
De acordo com dados preliminares, cerca de 5.000 habitantes foram directamente afectados pelas cheias, vendo-se obrigados a abandonar as suas casas devido à subida repentina do nível das águas em várias comunidades ribeirinhas.
A situação é particularmente preocupante entre as crianças, com registo de pelo menos 936 menores desalojados, actualmente expostos a riscos acrescidos de fome, doenças e interrupção do processo de ensino, numa altura em que o ano lectivo está prestes a iniciar.
Mulheres e idosos figuram igualmente entre os grupos mais afectados, enfrentando a perda total do abrigo, insegurança alimentar e dificuldades de acesso a cuidados básicos, num cenário marcado pela destruição de campos agrícolas e outras fontes de rendimento familiar.
As autoridades locais, em coordenação com parceiros humanitários, alertam para a necessidade urgente de uma resposta integrada, com especial atenção aos sectores da saúde, água, saneamento e higiene, de modo a prevenir a eclosão de doenças de origem hídrica.
Entretanto, o acesso às zonas afectadas continua condicionado, sendo possível apenas através de canoas, uma vez que várias vias terrestres se encontram intransitáveis devido ao isolamento provocado pelas cheias.
Face a este contexto, impõe-se o reforço da cooperação entre as estruturas distritais, provinciais e organizações humanitárias, com vista a garantir uma intervenção coordenada e eficaz que permita aliviar o sofrimento das populações afectadas e restabelecer condições mínimas de vida.







