A Primeira-Dama da República, Gueta Selemane Chapo, manifestou preocupação com a situação social das empregadas domésticas, alertando para as dificuldades que muitas enfrentam para garantir condições básicas de vida e assegurar a educação dos seus filhos. A posição foi expressa durante um encontro de auscultação com trabalhadoras do sector, realizado recentemente na cidade de Maputo.
Na ocasião, a esposa do Presidente da República reconheceu que os baixos rendimentos auferidos pelas empregadas domésticas limitam o acesso a direitos fundamentais, com destaque para a educação das crianças. Gueta Chapo sublinhou que “nenhuma trabalhadora doméstica deveria ver os seus filhos privados da escola por falta de condições económicas”, defendendo uma abordagem mais humana e solidária na relação laboral.
A Primeira-Dama reconheceu igualmente que os salários praticados no sector são, em muitos casos, insuficientes, admitindo que tanto trabalhadores como empregadores enfrentam constrangimentos. Ainda assim, defendeu o diálogo e a negociação como caminhos essenciais para melhorar as condições de trabalho e reduzir a vulnerabilidade social das empregadas domésticas.

No mesmo encontro, Gueta Chapo reiterou que a melhoria da situação social das empregadas “passa, necessariamente, pelo seu registo e organização”, factores que considera determinantes para o acesso a apoios sociais estruturados. Segundo explicou, “a informalidade continua a ser um dos principais obstáculos à implementação de políticas públicas eficazes dirigidas a este grupo profissional”.
A Primeira-Dama apontou o Sindicato Nacional das Empregadas Domésticas como um parceiro-chave neste processo, defendendo que a organização sindical pode garantir maior protecção laboral, representação e canalização adequada dos apoios sociais, não apenas para as trabalhadoras presentes no encontro, mas para todas as que exercem a actividade em diferentes pontos do país.
No âmbito das preocupações sociais apresentadas, Gueta Chapo abordou ainda a necessidade de valorização simbólica e social das empregadas domésticas, reconhecendo o papel central que desempenham no cuidado das famílias e no funcionamento dos lares. Anunciou, nesse contexto, iniciativas em curso para apoiar e dignificar as cuidadoras do lar, incluindo acções de reconhecimento em datas simbólicas.







