O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a suspensão temporária do processamento de vistos de imigrantes para cidadãos de 75 países. A medida, determinada pelo novo Secretário de Estado, Marco Rubio, entra em vigor no dia 21 de janeiro de 2026 e não tem prazo definido para ser revertida.
Segundo informações oficiais, a decisão faz parte de uma ampla revisão das políticas de imigração norte-americanas. O governo afirma que pretende reavaliar os critérios de concessão de vistos e reforçar os mecanismos de controlo e segurança antes de retomar os procedimentos regulares.
A suspensão afecta solicitantes de diversas regiões do mundo, incluindo países da África, América Latina, Oriente Médio e Ásia. Entre as nações atingidas estão Brasil, Colômbia, Cuba, Haiti, Afeganistão, Irão, Iraque, Síria, Nigéria, Etiópia, Rússia, Paquistão, entre outras.
De acordo com o Departamento de Estado, todos os processos de vistos de imigração para esses países ficam congelados até nova determinação. A medida não abrange, por enquanto, vistos de turismo ou negócios, mas apenas os pedidos de residência permanente.
A decisão gerou preocupação entre comunidades imigrantes e organizações de direitos humanos, que temem impactos negativos para milhares de famílias que aguardavam a conclusão de seus processos. Até o momento, o governo norte-americano não divulgou detalhes sobre quando a análise será concluída ou quais critérios poderão ser alterados.
A lista completa dos países afetados inclui: Afeganistão, Albânia, Argélia, Antígua e Barbuda, Arménia, Azerbaijão, Bahamas, Bangladesh, Barbados, Bielorrússia, Belize, Butão, Bósnia, Brasil, Birmânia, Camboja, Camarões, Cabo Verde, Colômbia, Costa do Marfim, Cuba, República Democrática do Congo, Dominica, Egipto, Eritreia, Etiópia, Fiji, Gâmbia, Geórgia, Gana, Granada, Guatemala, Guiné, Haiti, Irão, Iraque, Jamaica, Jordânia, Cazaquistão, Kosovo, Kuwait, Quirguistão, Laos, Líbano, Libéria, Líbia, Macedónia, Moldávia, Mongólia, Montenegro, Marrocos, Nepal, Nicarágua, Nigéria, Paquistão, República do Congo, Rússia, Ruanda, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Senegal, Serra Leoa, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Síria, Tanzânia, Tailândia, Togo, Tunísia, Uganda, Uruguai, Uzbequistão e Iémen.
O tema deverá continuar a gerar debates nos próximos meses, enquanto milhares de imigrantes aguardam por novas orientações do governo dos Estados Unidos.







