O sector do gás natural em Moçambique alcançou mais um progresso significativo com a colocação na água, na Coreia do Sul, do casco da unidade flutuante Coral Norte FLNG. O acontecimento marca um passo importante na consolidação do país como interveniente de destaque na indústria mundial de Gás Natural Liquefeito (GNL).
Esta operação assinala uma fase crucial no desenvolvimento do segundo empreendimento de exploração de GNL em águas profundas da Bacia do Rovuma. O avanço surge na sequência da aprovação do Plano de Desenvolvimento do projecto, ocorrida em Abril de 2025, demonstrando que a execução tem seguido o cronograma previamente definido.
Durante a cerimónia realizada no estaleiro onde a estrutura foi construída, o Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estevão Pale, referiu que o momento representa a conclusão de uma etapa fundamental das obras e o início do processo de integração dos sistemas tecnológicos que irão permitir a produção e o processamento do gás.
De acordo com o governante, este progresso reafirma a determinação do Executivo moçambicano em posicionar o país como produtor responsável e parceiro confiável no fornecimento de energia ao mercado internacional.
O Coral Norte FLNG terá capacidade para produzir cerca de 3,6 milhões de toneladas de GNL por ano, o que permitirá elevar a produção total da Bacia do Rovuma para aproximadamente 7 milhões de toneladas anuais. Com este incremento, Moçambique deverá tornar-se o terceiro maior produtor de gás liquefeito em África, reforçando o seu contributo para a segurança energética global.
O Ministro sublinhou ainda os benefícios económicos e sociais esperados com a implementação do projecto. Segundo Estevão Pale, a entrada em funcionamento da unidade irá gerar receitas fiscais relevantes, contribuir para o equilíbrio da balança de pagamentos e criar condições financeiras para o reforço de sectores como educação, saúde e infraestruturas públicas.
Além do impacto macroeconómico, prevê-se que o empreendimento impulsione o desenvolvimento local através da criação de postos de trabalho, capacitação profissional, transferência de competências técnicas e maior envolvimento das empresas nacionais na cadeia produtiva.
A previsão é de que o Coral Norte FLNG comece a operar em 2028, num contexto internacional em que cresce a procura por fontes de energia mais seguras e diversificadas, reforçando o papel estratégico de Moçambique no mercado energético mundial.







