Volvidos poucos dias depois de ter sido considerada uma das melhores empresas para se trabalhar em Moçambique, a Vodacom acordou esta segunda-feira, 26 de Janeiro, em polvorosa. Os agentes do M-Pesa escalaram a sede da operadora de telefonia móvel na da Cidade de Maputo para manifestarem a sua indignação em relação a taxa de 10% sobre as comissões.
Em Novembro de 2025, o ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, revelou que a taxa de desemprego em Moçambique situa-se nos 18,4%, sendo que entre os jovens com idades compreendidas entre 15 e 35 anos de idade atinge 28,8%.
Para fintar o desemprego, muitos jovens apostam no empreendedorismo e abraçar a carreira de agente de moeda elcetrônica tem sido uma das opções.
No entanto, o que parecia uma luz no fundo do túnel para a juventude está com dias contados em virtude da entrada em vigor da Lei n.º 12/2025 que estabeleceu uma taxa de 10% de IRPC sobre as comissões obtidas pelos agentes de moeda electrónica (como M-pesa, E-mola, M-kesh) em carteiras digitais, visando tributar transações antes isentas.
No entender dos agentes de moeda electrônica que escalaram nesta segunda-feira (26) lojas e sede da Vodacom, com esta medida aprovada pelo Executivo haverá uma desestabilização da sua única fonte de rendimento.
Segundo os queixosos, a redução das comissões vai comprometer o equilíbrio financeiro diários, advertindo que, com o actual custo de vida, os ganhos actuais já são limitados.
Ainda no mar das lamentações, os agentes de moeda electrônica alertam que uma taxa de 10% de IRPC sobre as comissões obtidas podem levar à perda de postos de trabalho informais.
Instado a reagir sobre as queixas dos agentes de moeda electrônica, a Vodacom preferiu se fechar em copas.







