A multinacional francesa TotalEnergies levantou, em Novembro de 2025, a Força visando retomar o seu projecto de Gás Natural Liquefeito na Bacia Rovuma, província de Cabo Delgado. Olhando para o actual cenário naquela província nortenha, a Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), na voz do seu presidente, Albachir Macassar, garantiu que há condições para a retoma do projecto que é até aqui o maior investimento estrangeiro da história do continente africano.
Para sustentar a tese de que estão reunidas condições para a retoma do projecto liderado pela TotalEnergies, o presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos referiu que ainda não foram encontradas evidências sobre o envolvimento da multinacional francesa na violação dos direitos humanos.
“Por mim, acho que não há nenhum problema, estamos perante uma investigação que leva seu tempo, mas desde que começámos ainda não tivemos nenhuma informação que corrobore com as acusações, quando se fala de 200 pessoas, então neste momento não tenho dúvidas que haja condições para a retoma do projeto”, declarou Albachir Macassar.
Ainda sobre o suposto envolvimento da TotalEnergies na violação dos direitos humanos no projecto de gás natural liquefeito na Bacia do Rovuma, Macassar acrescentou que, das diligencias feitas, não foram encontrados elementos suficientes para corroborar com alegações.
“Ouvimos alguns testemunhos, ouvimos pessoas para procurar perceber, e neste momento não houve ninguém que nos disse que tenha sequer conhecimento do caso, que tenha ouvido, que tenha tido conhecimento ou contacto com alguém, porque na altura se alegava que havia 26 pessoas que tinham escapado vivos dessa suposta tortura e dessas 26 não conseguimos ter nenhuma informação sobre elas”, referiu a fonte.
Importa referir que a investigação, levada a cabo pela Comissão Nacional dos Direitos Humanos, alegadas torturas perpetradas pelas Forças de Defesa e Segurança arrancou em Junho de 2026.







