Moçambique voltou a receber apoio financeiro internacional para fazer face às consequências das cheias que atingiram as regiões sul e centro do país, num contexto em que sucessivos desastres naturais têm mantido o país dependente de contribuições externas para responder a emergências humanitárias.
Nesta segunda-feira (9), a Ministra das Finanças, Carla Loveira, recebeu do CEO do Africa50, Allan Alain Ebobissé, um cheque no valor de 30 mil dólares norte-americanos destinado à assistência às populações afectadas. A cerimónia contou também com a presença da Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque.
O gesto soma-se a uma série de apoios mobilizados por parceiros regionais e internacionais sempre que o país enfrenta eventos climáticos extremos, realidade que tem marcado a resposta nacional às crises e reforçado o papel da cooperação externa nas acções de emergência e recuperação.
Durante o acto, a Ministra das Finanças destacou a importância estratégica do Africa50 para o desenvolvimento nacional, recordando que Moçambique se tornou, em 2024, o 35.º membro accionista da instituição e acolheu, em agosto de 2025, a Assembleia Geral de Accionistas do organismo, presidida pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo.
Segundo as autoridades, milhares de famílias continuam em centros de acolhimento, enfrentando dificuldades no acesso a alimentação, cuidados de saúde, vestuário e abrigo, depois de perderem casas, bens e meios de subsistência. A necessidade de assistência imediata tem levado o país a recorrer frequentemente ao apoio externo para garantir respostas rápidas às populações afectadas.
A Presidente do INGD reafirmou o papel da instituição na coordenação das acções de prevenção, resposta e mitigação de desastres, em articulação com o Governo, parceiros humanitários e a sociedade civil.
Em nome do Executivo, foi reiterado o compromisso de priorizar a resposta nacional à crise, ao mesmo tempo que se reconhece o papel contínuo dos doadores internacionais no suporte às operações de resgate e assistência humanitária. O Governo manifestou ainda abertura para reforçar a cooperação multilateral com o Africa50 e outros parceiros.







