Volvido um dia após do Conselho Jurisdicional da RENAMO vir ao terreno anunciar a sua suspensão na qualidade de membro do partido, Antônio Muchanga refutou todas acusações, referindo que aquele órgão da agora segunda maior força política da oposição em Moçambique não tem competência para o suspender.
O antigo deputado da Resistência Nacional Moçambicana na Assembleia da República entende que o processo que culminou com a sua suspensão está repleto de irregularidades, daí que pondera recorrer ao Tribunal com vista a impugnar a decisão
“Houve excessos. Primeiro, a entidade que tomou a decisão não tem competências para isso (…) Não tem competência de suspender, mas de instaurar inquéritos e processos disciplinares, quando solicitado por qualquer entidade do partido. Depois temos sanções, que são aplicadas depois da advertência e repreensão registada, e depois a suspensão por um ano ou por dois anos, mas não se seguiu nenhuma coisas dessas”, declarou Antônio Muchanga numa entrevista concedida a STV.
Apesar da pretensão de recorrer aos Tribunais, Muchanga revelou que ainda não foi formalmente informado sobre a decisão que lhe suspende da qualidade de membro da RENAMO por tempo indeterminado.
“Até agora, não fui notificado. Ninguém me chamou, vi nas redes sociais e na imprensa. Para dizer que é um acto que visa intimidar os demais, os outros membros que estiveram na reunião. Eles dizem que depois de Muchanga, a questão vai seguir para todas as províncias e distritos, quer dizer, querem intimidar as centenas de pessoas que estiveram connosco, vindo de Cabo Delgado, Niassa e de todas províncias do país”, disse.
O Conselho Jurisdicional tornou público que enquanto vigorar a suspensão Antônio Muchanga não pode falar em nome da RENAMO e muito menos usar os símbolos do partido. Entretanto, lembrou que ainda é deputado da perdiz na Assembleia Provincial de Maputo.
“Agora uma questão um pouco complicada é dizer que não posso falar da Renamo, porque eu sou da Renamo e membro da Assembleia Provincial, agora a posição que eu for a tomar lá será de quem”, rematou.







