A transformação digital, de acordo com o presidente da Confederação das Associações Econômicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, deve ser utilizada como instrumento de inclusão económica, garantindo que mulheres, jovens, operadores informais e populações rurais tenham acesso igualitário às oportunidades económicas.
O líder da agremiação que representa o sector privado em Moçambique, que falava durante a abertura da Primeira Conferência Nacional sobre Transformação Digital, defendeu que a inclusão digital não pode ser apenas tecnológica; deve ser económica, territorial e social.
O presidente da CTA, para além de referir que as ferramentas como pagamentos digitais, carteiras electrónicas e créditos seguros só têm impacto transformador se forem acessíveis a todos, enfatizou que a digitalização deixou de ser uma opção e tornou-se uma necessidade estratégica para o sector privado, promovendo competitividade, produtividade e sustentabilidade dos negócios.
“Cada serviço público digitalizado, cada licença obtida “online” representa menos custos operacionais, mais previsibilidade e maior confiança para quem quer investir e crescer em Moçambique”, afirmou para depois reiterar que a transformação digital deve perseguir três objetivos fundamentais: reduzir custos, promover inclusão económica e reforçar a competitividade nacional e regional.
“A digitalização dos serviços públicos, financeiros e comerciais deve simplificar processos, eliminar redundâncias e libertar as empresas para se concentrarem no essencial: produzir, criar emprego e gerar valor”.
Ainda na sua intervenção, Álvaro Massingue destacou a importância da interoperabilidade e da certificação digital no contexto africano e saudou o lançamento da plataforma de visto electrónico, considerando-o “um sinal claro de modernização do Estado, da facilitação da mobilidade, da promoção do turismo e da atração de investimentos”.







