Reagindo ao recente relatório do Banco Mundial que coloca Moçambique como o segundo país mais pobre do mundo, o Executivo, apesar de respeitar o posicionamento do Banco Mundial, referiu, através do seu porta – voz, Inocêncio Impissa, os dados internacionais não coincidem com os levantamentos realizados intramuros.
“Sobre índice de pobreza Moçambique feito pelo Banco Mundial, o que posso dizer é que, bom, nós também acompanhamos, o que estamos a fazer é que o Ministério da Planificação e Desenvolvimento entende primeiro que os critérios utilizados pelo Banco Mundial para realizar a sua avaliação são diferentes do inquérito que é feito ao Orçamento Familiar, o IOF, que é um instrumento interno e nacional que tem sido feito”, disse Inocêncio Impissa.
Impissa confirmou que os elementos usados pelo Banco Mundial para classificar o país “são diferentes do ponto de vista quer dos critérios utilizados, quer dos indicadores que são utilizados para classificar o índice de pobreza nacional”, sublinhando que o Executivo irá analisar os dados do relatório internacional à luz dos critérios nacionais antes de se pronunciar oficialmente.
“No entanto, o pronunciamento do Banco Mundial é um parceiro independente, tem os seus critérios, o que se está a fazer agora é pegar a informação, analisar vis-à-vis os critérios nacionais para depois o País se pronunciar, se tiver de se pronunciar sobre essa matéria. Mas até aqui estamos apenas a observar e a respeitar um posicionamento, e nós vamos apresentar o nosso quando chegar a vez. Muito obrigado”, disse.
O porta – voz do Executivo, que falava depois da 10ª Sessão do Conselho de Ministros, referiu, por outro lado, neste momento não é possível fornecer dados precisos, mas garantiu que os mecanismos de produção de dados nacionais seguem processos regulares.






