O governo de Moçambique prevé criar um fundo destinado a apoiar mulheres que trabalham no sector informal, anunciou esta terça-feira a ministra das Finanças, Carla Louveira, na praça dos Herois na cerimónia do dia da Mulher.
O fundo concentra recursos em quem já demonstrou capacidade de poupar e gerir pequenos negócios, com o objetivo de fortalecer a economia local e gerar oportunidades de renda.
A iniciativa surge para responder desafios antigos do sector informal, onde muitas mulheres têm dificuldade em aceder a crédito e serviços financeiros formais. O fundo pretende tornar possível a expansão de negócios já existentes e a criação de novas fontes de trabalho.
O programa vai exigir esforço orçamental contínuo, mas o governo garante que não haverá impacto no funcionamento das instituições do Estado. A gestão do fundo será feita sem comprometer serviços públicos essenciais.
As reservas financeiras necessárias já estão disponíveis junto a instituições internacionais, permitindo que o programa seja implementado sem alterações significativas no orçamento do Estado. Isso assegura a continuidade das políticas públicas enquanto se apoia o empreendedorismo feminino.
Especialistas em economia destacam que o fundo pode ter efeito direto nas comunidades locais, aumentando a capacidade de poupança, estimulando a geração de emprego e fortalecendo a autonomia financeira das mulheres.
A iniciativa é vista como uma resposta concreta às demandas sociais e um passo importante para a inclusão económica. O governo espera que o fundo não só dinamize negócios informais, mas também contribua para uma sociedade mais justa e com maior participação feminina na economia.








