O sector de petróleo e gás destacou-se como o principal motor do Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Moçambique, ao absorver a maior fatia dos capitais externos registados nos primeiros nove meses do ano passado.
Segundo o relatório da balança de pagamentos do Banco de Moçambique, este sector captou, isoladamente, cerca de 3,5 mil milhões de dólares, evidenciando o seu peso determinante na economia nacional.
No global, o IDE atingiu 4,7 mil milhões de dólares no período em análise, o que representa um crescimento de 69,7% em termos homólogos, fortemente impulsionado pelos Grandes Projectos e pela indústria extractiva.
Além do petróleo e gás, a extracção de carvão também registou um desempenho positivo, com um crescimento de 14,6%, alcançando 625 milhões de dólares, reforçando o contributo do sector extractivo.
A predominância desta indústria fez com que o sector extractivo, no seu conjunto, concentrasse cerca de 4,4 mil milhões de dólares em investimentos, consolidando a sua posição como principal destino do capital estrangeiro.
Em termos de origem dos fluxos, os Países Baixos lideram com 40,8% do total, seguidos pela Itália, com 22%, demonstrando forte presença europeia no investimento.
As Maurícias e a África do Sul também se destacam como importantes investidores, com participações de 16,9% e 14,1%, respectivamente.
O cenário evidencia a crescente atracção do sector energético moçambicano, que continua a posicionar-se como um dos principais destinos de investimento estrangeiro na região.







