O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou um ultimato aos aliados da NATO, exigindo que apresentem num prazo de poucos dias um plano concreto para reabrir o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e energia.
A exigência foi transmitida diretamente ao secretário-geral da NATO, Mark Rutte, durante uma visita oficial de três dias a Washington. Nesse encontro, que incluiu também reuniões com o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário da Defesa Pete Hegseth, a crise no Golfo Pérsico dominou a agenda, especialmente o impacto do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão.
Inicialmente, os países aliados tinham concordado em apoiar a reabertura do estreito apenas após o fim das hostilidades. No entanto, Trump mudou o tom e passou a exigir ação imediata, mesmo com a situação ainda instável. Segundo fontes, o presidente deixou claro que pretende resultados “em dias, não em semanas”.
A reação de alguns países europeus foi de cautela. Governos como os do Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Finlândia e Noruega mostraram-se relutantes em enviar tropas ou meios navais, argumentando que não querem envolver-se numa operação que possa ser vista como ofensiva contra o Irão. Ainda assim, mais de 40 países já aderiram a uma coligação internacional destinada a garantir a liberdade de navegação na região.
Trump demonstrou forte descontentamento com os aliados, acusando-os de falta de compromisso e até ameaçando reconsiderar o papel dos Estados Unidos na NATO. Nas redes sociais, criticou duramente a organização, afirmando que esta só age quando é pressionada.
Após as reuniões, Mark Rutte descreveu o encontro como “franco e direto”, reconhecendo que Trump ficou “absolutamente desiludido” com a postura dos aliados. O secretário-geral entrou em contacto com várias capitais europeias para transmitir a urgência das exigências norte-americanas e incentivar uma resposta rápida.
A possível operação para reabrir o Estreito de Ormuz deverá envolver navios militares, pessoal especializado, apoio de inteligência e operações de desminagem, dada a natureza marítima e estratégica da região. Neste momento, os países da NATO estão a realizar negociações intensivas para definir uma resposta comum.







