O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, inaugurou oficialmente a 60.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), classificando o certame como uma plataforma estratégica para impulsionar a diversificação económica e reforçar parcerias dentro e fora do país. Para Chapo, a FACIM “é mais do que uma feira de negócios… é um espelho da nação”, espaço onde economia, cultura e cidadania se cruzam.
A edição deste ano, a decorrer de 25 a 31 de agosto em Ricatla, Marracuene, coincide com as celebrações dos 50 anos da Independência Nacional — marcos que, segundo o Chefe de Estado, se “entrelançam” e reforçam a determinação de construir um Moçambique desenvolvido e sustentável.
A FACIM 2025 reúne 2.350 expositores nacionais e 800 estrangeiros, provenientes de 30 países, com uma expectativa de 70 mil visitantes ao longo da semana — indicadores que sustentam o estatuto do evento como a maior feira multissectorial da África Austral.
Este ano, Gaza assume o título de Província de Honra, destacando o seu potencial agrícola, mineral e turístico, enquanto a África do Sul é o País de Honra, em reconhecimento ao seu papel como principal parceiro comercial de Moçambique e um dos maiores investidores no país.
Durante a cerimónia, o Presidente anunciou o Fundo de Garantia Mutuária de 40 milhões de dólares, financiado pelo Banco Mundial, para facilitar o acesso ao crédito às pequenas e médias empresas. O instrumento deverá beneficiar cerca de 15 mil PME’s, maioritariamente geridas por jovens, mitigando barreiras como falta de colaterais e taxas de juro elevadas.
“Este instrumento não é apenas um mecanismo financeiro. É uma ponte para a retoma da economia moçambicana”, afirmou Chapo, sublinhando o potencial do fundo para transformar ideias em emprego e dinamizar o empreendedorismo juvenil.
A jornada de abertura integrou ainda o Dia do Exportador, com a premiação de empresas destacadas em 2024 e dos maiores investidores em 2023–2024 — distinções que, para o Presidente, traduzem “histórias de visão, resiliência e coragem” e devem inspirar o sector privado a acreditar no potencial do país.







