O Ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, realizou nesta quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026, uma visita de trabalho ao distrito de Manica com o objectivo de monitorar o cumprimento do decreto presidencial que determina a suspensão das actividades mineiras devido a casos de poluição ambiental.
A comitiva ministerial foi recebida pelo Administrador do Distrito de Manica, Paulo Lucas Quembo, e integrou vários dirigentes do sector mineiro, com destaque para o Secretário de Estado de Minas, Jorge Daudo. A deslocação enquadra-se numa acção multissetorial de fiscalização das empresas do sector, visando garantir a implementação das recomendações emitidas pela Inspecção-Geral de Minas.
Durante a visita, o Ministro dirigiu uma reunião de trabalho bastante concorrida, centrada na avaliação do grau de cumprimento da paralisação das actividades mineiras e das normas ambientais em vigor. Participaram igualmente do encontro o Secretário de Estado na Província de Manica, Lourenço Mateus Lindonde, a Governadora da Província, Francisca Domingos Tomás, além de representantes dos operadores mineiros.
No âmbito da agenda, a delegação governamental deslocou-se à empresa MMP Mutapa Mineral Processing, uma das principais unidades de mineração da região, que emprega mais de 360 trabalhadores. A visita permitiu avaliar de perto as condições de funcionamento da empresa e a implementação das boas práticas ambientais exigidas por lei.
A comitiva realizou inspecções técnicas às bacias de rejeitos, áreas de reposição ambiental, planta de processamento de ouro e sistemas de drenagem e retenção de águas. Essas infraestruturas são consideradas fundamentais para a protecção do solo e do meio ambiente.
No final da visita, Cristóvão Chume foi categórico ao afirmar que os interesses econômicos não podem sobrepor-se à saúde das populações e à preservação ambiental. O governante reafirmou que o Executivo moçambicano exige o cumprimento rigoroso das normas ambientais, de modo a garantir uma exploração sustentável dos recursos minerais.
O Ministro manteve ainda um breve diálogo com os trabalhadores da MMP, apelando à serenidade e a uma visão de longo prazo. “O Governo quer o regresso de todos ao trabalho, mas apenas quando estiverem reunidas as condições que garantam a segurança ambiental e a vida das comunidades”, assegurou.







