O Governo moçambicano propõe nove infraestruturas para acolher os XII Jogos da Juventude da AUSC Região V, destacando-se o Pavilhão do Maxaquene, a Piscina Olímpica e a Pista de Tartan do Estádio Nacional do Zimpeto.
O evento, agendado para Dezembro em Maputo, terá as suas instalações sujeitas a avaliação e intervenções necessárias, conforme garantias dadas pelo ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, num balanço do ano desportivo.
O ministro afirmou que o Executivo está empenhado na busca de meios para a construção de novas obras, visando deixar um legado duradouro para o desporto nacional. “O Governo está muito empenhado para que tenhamos resultados positivos”, reiterou Manasse, reconhecendo a carência histórica de instalações desportivas de qualidade no país.
Apesar dos desafios, assegurou que Moçambique está bem posicionado em termos de infraestruturas para receber o certame, posição validada pelo Comité Organizador Regional (ROC) após missões de averiguação.
O foco imediato recai sobre a revisão e requalificação das principais arenas. “É verdade que temos de avaliar o estado do Pavilhão do Maxaquene para posterior reabilitação. Também temos de ver as condições da Piscina Olímpica do ‘Zimpeto’ para as intervenções que forem necessárias”, detalhou o governante.
A Pista de Atletismo do Estádio do Zimpeto é outra das prioridades identificadas. “A Pista de Atletismo do Estádio do Zimpeto tem também de ser revista. Temos, igualmente, de ver as condições do tartan”, anotou Caifadine Manasse. Estas intervenções são consideradas críticas para garantir que as instalações cumpram os padrões internacionais exigidos para a competição.
Contudo, a principal preocupação das autoridades centra-se nas condições de alojamento para os mais de três mil participantes esperados. “Geralmente pauta-se, neste tipo de eventos, por Vilas Olímpicas para acomodar os jovens”, explicou o ministro, sublinhando a complexidade logística. Para suprir esta necessidade, o Governo está a trabalhar em parceria com instituições de ensino superior.
A estratégia passa por utilizar residências universitárias como solução de alojamento, enquanto se persegue o objectivo de erguer novas infraestruturas. “Temos de encontrar alternativas possíveis para obter recursos de modo a construir alguma infra-estrutura de raiz para que fique como legado dos Jogos”, afirmou. O propósito é assegurar que o evento não seja apenas um momento passageiro, mas um catalisador para o desenvolvimento desportivo nacional.
Reconhecendo a curta distância temporal até Dezembro, o ministro manteve um tom de confiança, baseado no empenho governamental. “É pouco tempo que nos separa dos Jogos, mas o que podemos dizer é que o Governo está muito empenhado”, reforçou.
Este compromisso deverá materializar-se em acções concretas num futuro imediato, com a mobilização de recursos a figurar no topo da agenda.
Nesse sentido, Caifadine Manasse adiantou que a sua equipa prepara um encontro de alto nível ainda este mês. “A sua equipa está a preparar um encontro com o Presidente da República, no qual serão abordados os Jogos da AUSC e a mobilização de recursos para o evento”. Este passo é considerado crucial para destravar o financiamento necessário e conferir maior impulso político aos preparativos.
O sucesso dos XII Jogos da Juventude representa, portanto, uma oportunidade dupla para Moçambique: afirmar-se como anfitrião capaz de eventos regionais de grande escala e dar um passo significativo no sentido de colmatar o défice de infraestruturas desportivas, criando um património que sirva às futuras gerações de atletas.







