O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica, Metalomecânica e Energia (SINTIME) apelou publicamente, esta sexta-feira, para que seja evitado o encerramento da fábrica de Fundição de Alumínio (Mozal).
O alerta foi feito tendo em conta os profundos impactos negativos que tal decisão poderá ter na economia nacional.
O secretário-geral do SINTIME, Américo Macamo, exortou formalmente todas as partes envolvidas nas negociações a manterem o diálogo. O objetivo é encontrar soluções alternativas que possam garantir a continuidade operacional daquela unidade fabril, sem recorrer à medida extrema do seu fechamento.
Para o líder sindical, impedir o encerramento da Mozal deve constituir um objectivo comum e prioritário. “Este cenário poderá acarretar consequências económicas e sociais severas”, advertiu Macamo, sublinhando a dimensão do risco coletivo.
Entre as consequências mais imediatas, o sindicato prevê a falência de várias pequenas e médias empresas nacionais e estrangeiras cuja atividade depende direta ou indiretamente da Mozal. A interrupção da cadeia de valor seria, portanto, um golpe devastador para o tecido empresarial moçambicano.
Paralelamente, a ameaça de um despedimento massivo de trabalhadores paira sobre centenas de famílias, com potenciais repercussões sociais de grande escala. O SINTIME enfatiza que o custo humano seria imenso e agravaria o cenário socioeconómico do país.
Américo Macamo acrescentou que o sindicato considera a Mozal um “activo estratégico” para o país, transcendendo o seu valor comercial imediato. A fábrica é vista como um pilar industrial e um componente crítico da infraestrutura produtiva nacional.
Como solução de curto prazo para estabilizar o processo, o SINTIME defende o prolongamento do contrato atual por um período de 12 meses. Esta medida criaria um período de trégua e um espaço respiratório indispensável para todas as partes.
Este prazo adicional, segundo a visão do sindicato, permitiria a realização de negociações mais aprofundadas, técnicas e descomplexadas. O objetivo final seria a definição de acordos comerciais, fiscais e operacionais sustentáveis e de longo prazo.
A posição do SINTIME coloca assim a ênfase na preservação do património produtivo e na defesa do emprego, instando a um esforço concertado entre o Governo, a administração da empresa e os investidores para se encontrar uma saída que sirva aos interesses nacionais.







