A fúria da mãe natureza deixou um rasto de destruição sem precedentes um pouco por todo o País. Para repor os danos causadas pelas chuvas intensas registadas em Janeiro em curso, o Estado moçambicano tornou público que necessita de 644 milhões de dólares.
A Estrada Nacional Número Um (EN1), símbolo da unidade nacional, viu a sua extensão destruída em mais de três quilômetros, sendo que neste momento está cortada a ligação entre a província de Maputo e as restantes províncias.’
Falando após a 2ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, realizado na província de Gaza, o porta – voz do Governo, Inocêncio Impissa, explicou que o montante revelado, ou seja, os 644 milhões de dólares, ainda é preliminar e consta do Plano de Reconstrução das infra-estruturas destruídas pelas cheias e inundações.
Segundo Inocêncio Impissa, se por um lado, o Plano de Reconstrução visa garantir uma recuperação resiliente, inclusiva e sustentável da situação socioeconómica, adoptando estratégias integradas e coordenadas para a estabilização e reconstrução no período pós-cheias.
Por outro, para além de priorizar a protecção da vida humana no centro da acção governamental, o instrumento orienta a planificação, a resposta e a reconstrução para a salvaguarda das populações, promovendo um desenvolvimento territorial seguro.
“Ao aprovar as linhas estratégicas para a finalização deste Plano, o Governo reafirma a sua determinação em liderar o processo da transformação que reduza de forma estrutural os impactos das cheias, fortaleça a resiliência nacional e assegure o desenvolvimento mais seguro e sustentável para as gerações actuais e futuras”, disse o porta – voz do Governo.
Importa referir que, segundo dados do Executivo, as inundações resultaram em 12 óbitos, 45 feridos, entre graves e ligeiros, e quatro pessoas continuam desaparecidas, tendo, por outro lado, afectado um total de 692.522 pessoas, correspondentes a 151.962 famílias.







