O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e a Polícia Judiciária de Portugal confirmaram, nesta sexta-feira, 30 de Janeiro, que Pedro Ferraz Reis, que em vida era administrador do BCI, suicidou-se numa das estâncias hoteleiras da Cidade de Maputo.
Depois de algumas investigações no território moçambicano, a Polícia Judiciária legitimou a tese que fora adiantada pelo SERNIC relativamente a morte do bancário português
“As conclusões conjuntas alcançadas pelo SERNIC, o Instituto de Medicina Legal de Moçambique, a PJ portuguesa e o Instituto de Medicina Legal de Lisboa, apontando, ao dia de hoje, de forma fundamentada para a causa de morte suicida, refletem e resultam de um esforço técnico e científico rigoroso assente na análise exaustiva de prova permitindo o esclarecimento de factos e contribuindo para a realização da justiça”, referiu o inspetor chefe da Unidade Nacional Contraterrorismo na PJ, Santos Martins, para depois acrescentar que as autoridades portuguesas pretendem partilhar experiências com a congênere moçambicana.
“Temos feito um esforço comum, com os nossos parceiros moçambicanos, no sentido de trabalharmos juntos e conseguirmos partilhar experiência, expertise, novas técnicas e temos tentado implementar também uma visão em termos criminais daquilo que pode ser a psicologia de quem comete crimes ou na psicologia que existe num evento desta natureza”.
Martins reconheceu igualmente que que este episódio de violência em casos de suicídio não é normal. Contudo, reiterou que foi o que as duas autoridades concluíram quando analisaram as provas.
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