A segunda fase do Diálogo Nacional Inclusivo arranca em Março próximo e terá como principal novidade a extensão das auscultações às zonas rurais, com o objectivo de reforçar a participação cidadã e garantir maior representatividade no processo. O anúncio foi feito esta segunda-feira pela Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo (COTE), após uma reunião de balanço das actividades realizadas em 2025.
Falando à imprensa, o presidente da COTE, Edson Macuácua, avaliou positivamente a primeira etapa do processo, destacando o envolvimento activo da sociedade civil e a multiplicação de iniciativas independentes que promoveram o debate público.
Segundo o responsável, o diálogo afirmou-se como uma plataforma cívica de participação democrática, com elevado nível de apropriação por parte de cidadãos, organizações e diferentes sectores sociais, que apresentaram propostas e promoveram eventos de auscultação em várias regiões.
Para a nova etapa, a prioridade será a chamada “ruralização do diálogo”, levando as sessões aos postos administrativos e localidades, com especial enfoque nas comunidades rurais. A iniciativa pretende criar espaço para que cidadãos fora dos grandes centros urbanos possam contribuir activamente para a definição da visão colectiva sobre o futuro do país.
O processo de auscultação nas zonas rurais deverá decorrer entre Março e Maio, abrangendo diferentes intervenientes sociais e institucionais, numa estratégia que visa garantir que nenhum grupo fique excluído do debate nacional.
Além disso, a Comissão Técnica anunciou o reforço das mesas redondas em todas as províncias, envolvendo académicos, especialistas e cidadãos interessados, de modo a evitar que as discussões fiquem restritas a elites urbanas e políticas.
De acordo com a COTE, a primeira fase do Diálogo Nacional Inclusivo contou com a participação de todos os partidos políticos, consolidando o processo como um espaço plural de debate e construção colectiva.







