O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) tornou público que neutralizou dois cidadãos, dos quais um nacional e outro chinês, indiciados pelos crimes de danos, incêndio, associação criminosa e outros actos especialmente perigosos, previstos e puníveis pelo Código Penal.
O porta-voz do SERNIC na cidade de Maputo, João Adriano, explicou que os dois cidadãos que estão a ver o sol aos quadradinhos são acuados de terem mandado incendiar, no dia 26 de Novembro do ano passado, um estabelecimento comercial, por sinal pertencente a um cidadão chinês, que se dedicava a venda de eletrodomésticos e produtos alimentares
“O cidadão chinês detido é tido como mandante desta acção. Ele contratou um moçambicano, que por sua vez subcontratou outros indivíduos para executar o plano”, referiu João Adriano para depois acrescentar que os indiciados recorreram a artefactos de fabrico caseiro, vulgarmente conhecidos como bombas caseiras, que foram arremessados contra o estabelecimento, provocando um incêndio de grandes proporções.
Para o Serviço Nacional de Investigação Criminal, a acção da dupla colocou em risco a vida dos trabalhadores do estabelecimento, que se encontravam a dormir numa residência anexa, bem como dos guardas em serviço naquela noite.
“Estamos perante uma acção altamente perigosa, de perigo comum, configurando crimes ambientais, de dano e incêndio, que não podiam deixar de merecer a nossa intervenção”, sublinhou.
Refira-se que durante a operação que culminou com a detenção dos dois suspeitos o SERNIC aprendeu três armas de fogo, das quais duas de defesa pessoa e uma caçadeira, além de diversos documentos e outros bens.
“O que nos chamou atenção é o facto de o cidadão chinês possuir cerca de oito licenças de porte e uso de armas. Estamos a trabalhar com as entidades competentes para aferir a legitimidade destas licenças”, referiu João Adriano.







