A Polícia da República de Moçambique (PRM) desmantelou uma rede composta por três indivíduos que se dedicava à falsificação e comercialização ilícita de livretes de automóveis, na cidade de Maputo.
Na posse dos suspeitos, as autoridades apreenderam 291 documentos diversos, entre títulos de propriedade, cadernetas de transporte rodoviário, carimbos e selos pertencentes a várias instituições ligadas ao sector dos transportes.
De acordo com a PRM, o grupo produzia documentação fraudulenta em menos de 48 horas, destinada sobretudo a viaturas de proveniência duvidosa, com destaque para automóveis ligeiros e semi-colectivos de passageiros. Os documentos eram comercializados por valores que variavam entre 2.500 e 5.000 meticais.
Um dos indiciados, de 52 anos de idade, foi detido no bairro do Zimpeto, quando tentava entregar um livrete a um agente da polícia que se fazia passar por cliente. Em declarações à imprensa, o suspeito afirmou que exercia a actividade ilegal há cerca de três meses.
O alegado cabecilha revelou ainda que adquiria o material utilizado na falsificação junto de um cidadão sul-africano e que contava com o apoio de um comparsa responsável pela angariação de clientes.
A porta-voz da PRM na cidade de Maputo, Marta Pereira, afirmou que os detidos facilitavam documentação a indivíduos na posse de viaturas roubadas ou de origem ilícita, sublinhando que as investigações prosseguem com vista à responsabilização de todos os envolvidos no esquema.







