A cidade de Maputo enfrenta uma crise persistente no abastecimento de combustível, marcada por longas filas e crescente tensão nos postos.
Apesar de existirem relatos de disponibilidade do produto em alguns locais, o cenário mantém-se crítico e longe de uma solução imediata.
Desde as primeiras horas do dia, centenas de viaturas formam filas extensas em diferentes pontos da capital.
Os automobilistas continuam numa busca desesperada pelo chamado “líquido precioso”, num ambiente caracterizado por ansiedade e frustração generalizada.
Em vários postos de abastecimento, a disputa pelo combustível tem sido intensa. Registam-se episódios de insultos, desentendimentos e momentos de quase confronto físico entre cidadãos, refletindo um clima de caos e descontrolo.
Testemunhas indicam que há postos que possuem combustível armazenado, mas que não estão a proceder à venda.
Funcionários alegam estar a cumprir “ordens superiores”, o que levanta fortes suspeitas de especulação e retenção estratégica de stock perante uma eventual subida de preços.
A actuação das autoridades tornou-se necessária face ao agravamento da situação. A Polícia da República de Moçambique foi mobilizada para garantir a segurança nos locais mais críticos e conter possíveis distúrbios.
Para além da manutenção da ordem pública, os agentes policiais têm sido obrigados a intervir diretamente para acalmar os ânimos.
Em vários casos, assumem um papel semelhante ao de mediadores, evitando que a tensão evolua para episódios de violência.







