A Selecção Nacional de Futebol, os “Mambas”, encerrou a DATA FIFA com derrotas nas duas partidas agendadas para esta janela, diante das suas congêneres de Omã e Indonesia, realizadas nos dias 7 e 9 do mês corrente no continente asiático, jogos que serviam de preparação para a fase de Qualificacao para o Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2027 na Tanzânia, Uganda e Quénia.
Os “Mambas” foram goleados pela seleção de Omã por 4-1 no primeiro jogo, cujo golo de honra foi apontado por Alcides no minuto 60, e no segundo jogo, a Selecção de Moçambique perdeu pela margem mínima de 1-0 frente a Selecção da Indonésia.
Conversamos com o jornalista desportivo Frank Muceliua para compreender os factores que ditaram os resultados dos “Mambas” nos amigáveis da DATA FIFA e os possíveis impactos para as ambições de Moçambique para os próximos compromissos.
Muceliua, vencedor do prémio HCB de Melhor Jornalista do Moçambola 2025 na categoria de mídias digitais, começou por analisar as duas partidas afirmando que no primeiro jogo “a selecção esteve muito abaixo do nível a que nos habituou e, por momentos, foi uma equipa irreconhecível”.
No entanto, o jornalista disse que foi compreensível, tendo em conta que o onze inicial contava com muitas alterações e não teve algumas das principais referências da equipa, como Geny Catamo, Bruno Langa, Ricardo Guimarães, entre outros atletas que na sua visão fazem a diferença. “A ausência dessas unidades foi bastante notória e teve impacto no rendimento colectivo”, referiu.
Já no segundo encontro, “os Mambas apresentaram-se melhor, entraram mais organizados e com outra postura. Ainda assim, a equipa acusou falta de competitividade e ritmo de jogo, factores que acabaram por contribuir para a derrota pela margem mínima”, disse Muceliua acrescentando que a selecção esteve mais esclarecida em campo e, por isso, evitou um resultado mais pesado.
Uma clara dependência dos jogadores que actuam fora do país
Ainda sobre os factores que ditaram os resultados da equipa de todos nós, perguntamos ao nosso entrevistado se o sucesso da equipa treinada por Chiquinho Conde dependia muitas vezes dos jogadores que actuam em clubes fora do país, ao que Muceliua começou por dizer que pesou muito para este cenário a falta de jogos e de contacto internacional ddo grosso número de jogadores que figuram a convocatória.
“Contudo, considero que o principal motivo foi a ausência das peças-chave da selecção. Estes jogos acabaram também por demonstrar a importância dos atletas habitualmente convocados por Chiquinho Conde, muitos deles a actuar no estrangeiro e em campeonatos mais competitivos. Ficou evidente que a experiência e a qualidade desses jogadores fazem diferença no desempenho da equipa”, afirmou Muceliua.
Estamos prontos para a fase de qualificação ao CAN 2027?
Para esta pergunta, Frank Muceliua não deu voltas e respondeu que “neste momento, diria que ainda não”, justificando a sua posição com o período de férias que os jogadores mais influentes da Selecção observam em virtude do encerramento dos campeonatos onde militam.
Ao passo que algumas das Selecções que vão cruzar o caminho dos “Mambas” na fase de Qualificação ao CAN de 2027 estão envolvidas no Mundial e com isso mantêm um nível competitivo elevado. Por isso Muceliua acredita que Moçambique precisa “recuperar os seus principais atletas, ganhar ritmo competitivo e realizar mais jogos de preparação para chegar à fase de qualificação em melhores condições”.
Recorde-se que Moçambique está inserido no Grupo J na janela de Qualificação ao Campeonato Africano das Nações, a maior competição de Nações do continente africano em futebol juntamente com as suas congêneres do Senegal, Sudão e Etiópia.






