A Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, lançou esta segunda-feira, em Maputo, a primeira Escola de Saúde Pública de Moçambique, uma instituição que vai formar especialistas ao nível de mestrado e doutoramento, promover investigação científica e apoiar a produção de conhecimento para responder aos desafios da saúde pública.
A cerimónia contou com a presença do ministro da Saúde, Ussene Isse, do ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, representantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), parceiros de cooperação e instituições académicas nacionais e internacionais. Na sua intervenção, a Primeira-Ministra considerou que a criação da Escola representa um marco para o país. “Hoje celebramos uma conquista relevante para Moçambique. Lançamos uma instituição que nasce para servir o país, fortalecer o nosso Sistema Nacional de Saúde e preparar melhor os profissionais que cuidam da nossa população”, afirmou.
Segundo Benvinda Levi, a Escola surge num contexto em que Moçambique enfrenta mudanças epidemiológicas e demográficas, bem como novos desafios associados à transformação digital no sector da saúde. A instituição oferecerá programas de formação em áreas como Saúde Digital, Economia da Saúde, Clima e Saúde, Sistemas de Saúde e Ciências da Saúde, além de cursos de curta duração destinados à actualização contínua dos profissionais.
A governante explicou que a escolha de Maputo para acolher a Escola resulta da concentração de instituições de investigação e dos principais desafios da saúde pública no país. Acrescentou ainda que o edifício onde a instituição passa a funcionar foi reabilitado e convertido num espaço dedicado ao ensino e à investigação.
Durante a cerimónia foram assinados memorandos de entendimento entre o Instituto Nacional de Saúde (INS), o Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), a Agência de Transformação Digital e Inovação (ATDI), a Universidade do Novo México e a Universidade das Nações Unidas, com o objectivo de impulsionar a saúde digital, a inovação tecnológica e a formação especializada.
Benvinda Levi defendeu que a nova instituição deverá afirmar-se como uma referência na produção de conhecimento científico e na formação de especialistas. “Pretendemos que esta Escola seja um centro de excelência. Um espaço dedicado à formação de profissionais de saúde e especialistas capazes de desenvolver soluções baseadas em evidência científica, fortalecer a gestão dos serviços de saúde e promover políticas públicas eficazes”, declarou.
A Escola de Saúde Pública foi reconhecida pelo Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (África CDC) como Centro de Excelência para a formação de profissionais de saúde pública nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), reconhecimento que posiciona Moçambique como um dos polos regionais de formação especializada.
A criação da instituição resulta da cooperação entre Moçambique e o Brasil, através da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), parceria iniciada em 2008 nas áreas da investigação científica, transferência de tecnologia e formação de recursos humanos para o sector da saúde.



