As operações de busca e salvamento entram numa fase crítica, três dias depois do forte abalo de magnitude 7,4 que atingiu várias regiões da Colômbia. As autoridades contabilizam cerca de 3.500 feridos e continuam à procura de quase 500 pessoas dadas como desaparecidas.
Equipas especializadas de resgate, apoiadas por cães farejadores, máquinas pesadas e voluntários, mantêm as buscas entre os escombros em cidades como Cali e Pereira, numa tentativa de localizar possíveis sobreviventes.
O sismo é considerado o mais forte a atingir o país no século XXI. Com o passar das horas, as possibilidades de encontrar pessoas com vida diminuem, enquanto os esforços das autoridades se concentram também no atendimento aos feridos e no apoio às famílias afectadas.
A população tem participado em campanhas de doação de sangue para reforçar as reservas hospitalares e ajudar no tratamento dos casos mais graves.
Perante a dimensão da tragédia, o Governo colombiano declarou estado de emergência económica e decretou três dias de luto nacional. Cerca de 11 mil famílias ficaram sem casa e milhares de pessoas passaram as últimas noites ao relento devido aos danos provocados nas habitações.
A resposta à emergência conta igualmente com apoio internacional. Os Estados Unidos anunciaram 15,5 milhões de dólares em ajuda à Colômbia, enquanto a União Europeia disponibilizou dois milhões de euros para apoiar as operações de emergência.
As autoridades continuam a avaliar os danos provocados pelo sismo e a prestar assistência às populações afectadas, enquanto prosseguem as operações de busca e salvamento.






