A Renamo vai reunir o seu Conselho Nacional nos dias 21 e 22 de Outubro, na cidade de Maputo, numa decisão tomada depois de crescentes apelos de membros e antigos guerrilheiros para a realização do encontro.
A informação foi avançada pelo porta-voz do partido, Marcial Macome, que indicou que a reunião servirá para analisar a situação interna da organização, bem como o actual contexto político e económico do país.
Embora alguns sectores da Renamo defendam a realização de um congresso extraordinário, a convocação deste órgão ainda não consta da agenda. Macome explicou que qualquer decisão sobre a matéria dependerá do posicionamento do próprio Conselho Nacional. “Caberá ao Conselho Nacional, que é soberano, pronunciar-se sobre este assunto”, afirmou.
No plano nacional, o partido criticou a condução da dívida pública e as opções adoptadas na gestão da economia, defendendo uma maior atenção à agricultura e à indústria produtiva. Segundo a Renamo, a aposta nos recursos minerais e nos hidrocarbonetos tem deixado outros sectores estratégicos em segundo plano.
Perante o agravamento do custo de vida, a formação apresentou uma proposta denominada “Agenda de Emergência Nacional”, estruturada em quatro pilares. Entre as medidas defendidas constam a redução da carga fiscal sobre produtos de primeira necessidade, a criação de um fundo para apoiar o empreendedorismo e a canalização de parte das receitas da indústria mineira para o financiamento das pequenas e médias empresas.
A Renamo defende ainda que a agricultura e a produção industrial devem assumir um papel central na estratégia económica, considerando que estas medidas poderão contribuir para reduzir a pressão sobre as famílias e dinamizar a actividade económica.






