O Governo de Moçambique realiza, esta terça e quarta-feira, a segunda sessão ordinária do Conselho de Ministros de 2026 na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, com enfoque na avaliação dos impactos das cheias e inundações que afectam o sul do país desde finais de 2025.
Sob liderança directa do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, os membros do Executivo encontram-se em missão de trabalho nas províncias de Gaza e Maputo, bem como na Cidade de Maputo, com o objectivo de avaliar no terreno a dimensão dos danos causados pelas cheias, numa altura em que o nível das águas começa a baixar gradualmente.
Segundo o Governo, a redução progressiva das inundações cria condições mais favoráveis para uma avaliação objectiva dos estragos, sector por sector, ao mesmo tempo que continuam as acções de gestão e mitigação dos impactos e se inicia a preparação da fase de reconstrução.
A decisão de realizar a sessão do Conselho de Ministros em Xai-Xai resulta precisamente do trabalho de campo que está a ser desenvolvido pelos membros do Executivo, com a temática das cheias e inundações a dominar a agenda governamental.
No passado dia 17, o Presidente da República sobrevoou as províncias de Gaza e Sofala, tendo constatado que estas figuram entre as mais afectadas pelas cheias, já consideradas, em avaliações preliminares, como das mais graves alguma vez registadas no país. Na altura, apenas os distritos de Chókwè e Guijá se encontravam inundados, situação que viria a agravar-se nos dias seguintes, atingindo também Chibuto, Limpopo e a cidade de Xai-Xai.
De acordo com Daniel Chapo, a descida das águas permite agora identificar com maior precisão os danos causados, como aconteceu no troço Incoluane–3 de Fevereiro da Estrada Nacional Número Um (N1), onde só após a redução do nível das águas foi possível confirmar a existência de seis cortes naquele segmento da via.
Para além da avaliação geral conduzida pelo Chefe do Estado e pelos membros do Conselho de Ministros, equipas multissectoriais estão a preparar avaliações técnicas especializadas em vários sectores. Os resultados deverão alimentar o Plano Global de Reconstrução Pós-Cheias e Inundações, que orientará a resposta do Governo na fase de recuperação.








