A Presidente do Conselho de Administração da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Graça Machel, defendeu que, no contexto moçambicano, a produção de alimentos — em grande parte liderada por mulheres — deve ser assumida como uma prioridade nacional, alertando que “sem comida não há estabilidade”.
A intervenção foi feita durante um evento realizado no âmbito do Dia Internacional da Mulher, organizado pela Alliance for a Green Revolution in Africa (AGRA), em parceria com a Associação de Mulheres Moçambicanas em Agronegócios (AWABMOZ) e a Graça Machel Trust.
Na ocasião, Graça Machel destacou a necessidade de reconhecer o papel central das mulheres na produção alimentar em Moçambique, defendendo melhores condições, maior visibilidade e oportunidades para aquelas que trabalham no sector agrícola.
“É a mulher quem produz alimentos. Temos de dar espaço às mulheres. E mais do que esperar, as mulheres têm de exigir o seu espaço. Não podemos continuar em reuniões apenas a lamentar. O espaço das mulheres não é um favor — é um direito”, afirmou.
A líder sublinhou ainda a importância de fortalecer redes de mulheres no agronegócio, como a AWABMOZ, de forma a promover sinergias, ampliar oportunidades de negócio e ultrapassar barreiras que ainda persistem no sector.
A cerimónia contou também com a presença da Primeira-Ministra de Moçambique, Benvinda Levi, bem como representantes dos ministérios do Trabalho, Género e Acção Social; Agricultura; Ambiente e Pescas; Economia, além de mulheres empreendedoras ligadas ao agronegócio.
O encontro serviu igualmente para reforçar a mensagem de que a segurança alimentar está directamente ligada ao papel das mulheres na produção agrícola, num momento em que o país procura fortalecer o desenvolvimento rural e a sustentabilidade do sector.







