O Ministério das Finanças revelou, recentemente, que, em Setembro de 2027, o País deve demonstrar os passos que deu após a saída da lista do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI). O Executivo garantiu ainda que está em curso a nova estratégia de sustentabilidade nacional.
Para Luís Cezerilo, director-geral adjunto do Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM), Moçambique deve trabalhar arduamente, uma vez que o grosso dos países que saíram da lista cinzenta não duraram muito tempo.
“Devemos trabalhar, pois se olharmos para as estatísticas do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), 40% dos países que saem da ‘lista cinzenta’ regressam imediatamente. Por isso, estamos preocupados em criar um sistema sustentável, estruturas fortes, resilientes, com recursos humanos capacitados e bem formados”, referiu Luís Cezerilo.
Actualmente, Moçambique está fora da lista cinzenta do GAFI. Contudo, segundo Cezerilo, em Setembro de 2027, vai começar a responder sobre os progressos que alcançou desde que saiu da vigilância daquela entidade internacional.
“As entidades vão querer saber sobre que mecanismos o País actuou, que legislação aprovou ou melhorou, que resultados foram alcançados. Não basta dizer que há lei. É necessário que a mesma seja aplicada e que se recuperem os activos de forma célebre”, explicou, sublinhando, por outro lado, a importância da aprovação da nova estratégia de sustentabilidade do sistema de prevenção do terrorismo e da proliferação das armas de destruição em massa 2026-30.
“O Governo está a dar um sinal forte de resiliência e de comprometimento para assegurar que as políticas de prevenção de combate ao branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e da proliferação sejam aplicadas de forma sustentável. O objectivo é continuar a trabalhar e aprofundar, cada vez mais, as acções. de forma resiliente e segura, para que o nosso sistema financeiro esteja robusto”.








