O presidente do Fundo Bibliográfico, Nataniel Ngomane, defendeu, a dias, em Maputo, a necessidade de resgatar obras e autores que têm vindo a cair no esquecimento, sublinhando o seu valor para a afirmação da identidade literária nacional.
A intervenção teve lugar na Fundação Fernando Leite Couto, durante uma sessão intimista dedicada ao tema “livros que ficaram por ser relidos”, que reuniu escritores, académicos e agentes culturais.
Ao longo da conversa, Ngomane destacou nomes marcantes da literatura moçambicana, como Campos Oliveira, João Albasini e Rui de Noronha, autor da obra “Os Meus Versos”.
Foram igualmente referenciadas obras como “Godido e Outros Contos”, de João Dias, “Portagem”, de Orlando Mendes, e “Nós Matámos o Cão-Tinhoso”, de Luís Bernardo Honwana, apontadas como fundamentais para compreender a evolução da literatura nacional.
“Vale a pena ler estes autores, porque permitem reconhecer o nosso país no contexto literário”, afirmou Ngomane, defendendo ainda a inclusão destas obras em diferentes níveis do sistema de ensino.
A sessão contou com moderação de Celso Muianga, enquanto Latifa Cassamo foi responsável pela leitura de excertos das obras em destaque.
Entre os presentes estiveram várias figuras do meio cultural, como o escritor Bento Baloi, o vice-secretário-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos, Lucílio Manjate, o professor catedrático Álvaro Carmo Vaz, bem como outros agentes culturais e profissionais ligados à literatura e comunicação.
O encontro reforçou o debate sobre a preservação da memória literária do país, num contexto em que várias obras fundamentais permanecem afastadas do grande público.







