A Fundação para Competitividade Empresarial (FUNDEC) esclareceu que uma eventual subida dos preços dos combustíveis em Moçambique poderá resultar de alterações na política cambial e do aumento dos custos de importação, e não de uma imposição do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O esclarecimento surge na sequência de uma notícia divulgada pelo jornal electrónico Gasoduto, que sugeria que o FMI iria obrigar o Governo a agravar os preços dos combustíveis a partir de Agosto.
Segundo a FUNDEC, o seu relatório técnico sobre a escassez de combustíveis e as declarações do Economista-Chefe da instituição abordaram apenas os possíveis impactos de uma maior flexibilização da taxa de câmbio, medida que tem sido recomendada pelo FMI no âmbito das suas avaliações à economia moçambicana.
A fundação explica que, caso a flexibilização cambial venha a ser adoptada, poderá ocorrer um aumento dos custos de importação dos combustíveis e de outros produtos dependentes de moeda estrangeira, criando pressões para reajustes de preços no mercado nacional. No entanto, a instituição sublinha que tal cenário seria consequência das dinâmicas económicas e das condições do mercado cambial, não resultando de qualquer determinação do FMI.
A FUNDEC recorda ainda que o Fundo Monetário Internacional não possui competência para fixar ou impor preços de bens e serviços nos países-membros, limitando-se a formular recomendações de política económica e a prestar assistência técnica e financeira. Face à interpretação veiculada pelo Gasoduto, a fundação considera que o título da notícia não traduz fielmente o conteúdo do relatório nem as declarações prestadas, podendo induzir o público a conclusões incorrectas sobre o papel do FMI na definição dos preços dos combustíveis em Moçambique.
A instituição reafirma o seu compromisso com a produção de análises económicas independentes e baseadas em evidências, defendendo um debate público assente em informação rigorosa e contextualizada.







