Face ao actual debate em torno dos preços dos serviços básicos de telefonia móvel no pais que ó beneficia a 20% da população, as operadoras de telefonia móvel em Moçambique explicam que o preço actual das tarifas é resultado, entre várias razões, dos elevados custos operacionais.
Para a TMCEL, há necessidade de se incentivar as operadoras. “Há toda uma necessidade de equilíbrio que deve assentar em três pilares, o primeiro pilar tem que ver com as estruturas tarifárias ajustadas aos diferentes segmentos de clientes que permite acomodar distintos níveis de rendimento e necessidade de consumo através de ofertas especificas para jovens, famílias, empresas e clientes nas zonas rurais”, disse Francisco Chate, Mohammed Mussá, PCE da TMCEL.
O segundo pilar elencado por Mohammed Mussá, é inerente a eficiência operacional e a partilha de infra-estruturas para minimizar o investimento a nível da infra-estrutura de rede e por último, “uma regulação baseada em incentivos ao investimento, inovação e a qualidade de serviços”.
Já a Movitel defende uma política tarifaria mais flexível e a redução de taxas para que as operadoras desenvolvam as suas actividades sem sobressaltos.
“Também a questão da redução das taxas de importação dos equipamentos do sector das telecomunicações, um factor que já vem sendo discutido há muitos anos mais não tem logrado muitos sucessos, mas com uma redução da taxa de importação tenho certeza que se criaria maior equilíbrio e maior acesso do serviço à população que é maioritariamente da zona rural”, afirmou Francisco Chate, Adminstrador da Movitel.
Segundo Simon Karikari, CEO da Vodacom, as operadoras estão a trabalhar para garantir que os clientes tenham capacidade de compra das tarifas normais de dados e voz. “Poucos clientes utilizam a tarifa base. Portanto, todo o mercado utiliza a tarifa de pacote mais baixa”, disse o CEO acrescentando que trabalhos estão em curso e os índices de cobertura das telecomunicações em Moçambique são animadores.
Os posicionamentos foram apresentados durante o 5º painel da V edição da Conferência Nacional das Comunicações ocorrido em Maputo, cujo as discussões pretendiam apurar medidas de como garantir serviços de comunicação acessíveis, de qualidade e sustentáveis para todos, reunindo as três operadoras de telefonia móvel do país, a Autoridade Reguladora das Comunicações (INCM), Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) e representante dos consumidores.





