Em Moçambique, casos de pessoas agredidas por suposta pratica de feiticaria tem levantado debates a volta das normas de convivência nas comunidades do país. Em Manica, este fenômeno levou membro de uma família a atear fogo em três residências na Localidade de Tsetsera, Distrito de Sussudenga, acto motivado por desentendimentos no seio familiar.
O incêndio que deflagrou três residências da mesma família, destruiu igualmente os produtos de cultura diversa que se encontravam armazenados em celeiros das residencias, cujo colheitas foram realizadas recentemente.
“Perdemos tudo não houve tempo para recuperar as coisas, nem um pouco de milho, assim estamos aqui fora sem nada, toda roupa também foi embora”, disse Armindo Cainde uma das vitimas do incêndio.
As autoridades comunitárias e os vizinhos das vítimas estão indignados por ser um incêndio provocado por alguém que faz parte da família, pois entendem que os problemas nao devem ser resolvidos com os nervos à flor da pele, existindo para isso o regulado e outras autoridades competentes.
Face ao ocorrido, a Administradora do Distrito de Sussundenga, Angelina Nguirase, deslocou-se à localidade de Tsetsera, situado no Posto Administrativo de Rotanda, para prestar solidariedade às famílias afectadas pelo incêndio.
Durante a visita a dirigente lamentou o sucedido e apelou a população local para evitar a justiça pelas próprias mãos, sublinhando que os conflitos devem ser resolvidos através do diálogo e, quando necessário, com o recurso às autoridades locais e aos órgãos de administração da justiça.
Na ocasião administradora procedeu a entrega de produtos de primeira necessidade, utensílios domésticos, tendas e lonas para cobertura temporária das habitações destruídas pelo fogo em apoio as famílias.
A dirigente apelou para que a comunidade e outros actores da sociedade a manifestarem a sua solidariedade para com três famílias que perderam tudo no incêndio com vista aliviar as dificuldades das vítimas. (Lázaro Francisco)



