As pessoas com deficiência na província de Manica, em particular na cidade de Chimoio, sentem-se excluídas no empoderamento económico e continuam a enfrentar várias dificuldades para ter acesso aos serviços básicos e de atendimento nas instituições públicas e privadas e de mobilidade na urbe.
Segundo o representante do Fórum das Associações da Pessoa com Deficiência (FAMOD) em Manica, Boaventura Nanlua, as pessoas com deficiência têm encarado imensas dificuldades de acessibilidade, empoderamento económico, assistência jurídica entre outros serviços.
“Para adesão dos edifícios temos encarado muitas dificuldades, apesar de estarem a colocar rampas em algumas instituições públicas, as portas e casas de banhos não são adequadas para as pessoas com deficiência física”, Salientou Boaventura Nanlua.
O representante da FAMOD, mostrou-se igualmente preocupado com o cenário que se verifica no centro da cidade, onde os comerciantes informais estão a ocupar os passeios para o comércio, o que tem estado a agravar a dificuldade de mobilidade da pessoa com deficiência.
“Fica muito difícil usar o passeio, as pessoas com deficiência são obrigadas a seguir a estrada e isso coloca em risco a vida delas, pois pode provocar acidentes”, lamentou a fonte.
No que tange a assistência jurídica à pessoa com deficiência, Boaventura Nanlua disse que a principal dificuldade está no medo das vítimas em denunciar os que cometem a violência. “Muitas pessoas com deficiência têm maus tratos, mas não conseguem denunciar, porque nós somos dependentes das nossas famílias e começamos a ter medo do que vai acontecer no futuro”, disse Nanlua.
Sobre o empoderamento económico da pessoa com deficiência, o representante do FAMOD nesta parcela do país, lamentou profundamente pelo facto de não serem incluídos nas linhas de financiamento sobretudo no Fundo de Desenvolvimento Local (FDEL), que segundo a fonte a não inclusão deste grupo social tem estado agravar a vulnerabilidade da pessoa com deficiência em Manica.
Por isso pede ao governo, para incluir dentro das políticas do FDEL, pelo menos 10 a 15% do fundo exclusivamente para pessoas com deficiência, para que possa permitir maior inclusão e empoderamento económico deste grupo social, para a criação e geração de renda. (Lázaro Francisco)



