A irregularidade do calendário do Moçambola está a provocar desgaste físico e psicológico nos jogadores e a condicionar o desempenho das equipas, segundo os treinadores do Costa do Sol e do Baía de Pemba.
As críticas voltaram a surgir após os jogos da Taça de Moçambique. Os técnicos questionam o actual modelo de organização das competições e defendem maior regularidade na realização dos jogos.
O treinador do Costa do Sol, Horário Gonçalves, considera que a sua equipa tem sido directamente prejudicada pelo calendário. “O Costa do Sol está a ser massacrado”, afirmou o técnico.
Para Horário Gonçalves, a sucessão de jogos e as interrupções da principal competição nacional dificultam a preparação da equipa. O desgaste acumulado também reduz a capacidade de resposta dos jogadores.
Do lado do Baía de Pemba, o treinador Artur Semedo apontou igualmente o calendário como uma das razões para a gestão do plantel. O técnico explicou que foi obrigado a poupar alguns dos seus principais jogadores.
“Perdemos porque poupámos os nossos melhores jogadores, tendo em conta a irregularidade do Moçambola”, disse Artur Semedo.
As declarações reacendem o debate sobre a organização da principal competição do futebol moçambicano.
Os treinadores defendem um calendário mais previsível, capaz de reduzir o desgaste dos atletas e garantir melhores condições para a competitividade das equipas.




