O Parque Nacional de Maputo foi oficialmente inscrito na lista do Património Mundial da UNESCO durante a 47.ª sessão da organização, realizada em Paris, França. A decisão reconhece o elevado valor ecológico, ambiental e cultural da área protegida, situada no extremo sul de Moçambique.
Criado oficialmente em 1960 como Reserva Especial de Maputo e posteriormente transformado em parque nacional em 2001, o Parque Nacional de Maputo abrange cerca de 1.040 km² de ecossistemas diversos, incluindo florestas costeiras, mangais, pântanos, savanas, planícies aluviais e uma extensa linha costeira com dunas e lagoas. A região é rica em biodiversidade, abrigando espécies emblemáticas como o elefante africano, o hipopótamo, o crocodilo-do-nilo, o peixe-boi-marinho (em perigo crítico de extinção), bem como uma grande variedade de aves aquáticas e migratórias.
A classificação como Património Mundial representa um marco significativo nas ações de conservação em Moçambique e reforça o papel do parque na proteção de habitats essenciais para a fauna e flora locais. Além disso, o reconhecimento poderá impulsionar o turismo sustentável, atrair investimentos internacionais e fortalecer os mecanismos de gestão e fiscalização ambiental.
A ACODER – Associação para a Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Rural – saudou publicamente o Secretário de Estado da Terra e Ambiente, Gustavo Sobrinho Dgedge, e a sua equipa pelo empenho e trabalho desenvolvido no sector da conservação ambiental.
Com esta designação, Moçambique reforça o seu compromisso com os objectivos globais de desenvolvimento sustentável e de preservação do património natural, destacando o Parque Nacional de Maputo como uma área de referência na conservação da biodiversidade em África.







