O vice-presidente do Gabinete da Juventude Parlamentar, Buana Nchute, defendeu esta quarta-feira (29), em Maputo, a necessidade de reforçar a reflexão e implementar acções colectivas e coordenadas no combate ao feminicídio em Moçambique, um fenómeno em աճ que ameaça a vida e a dignidade de mulheres e raparigas.
Falando durante um fórum sobre saúde e direitos sexuais e reprodutivos, Nchute sublinhou que o enfrentamento deste problema exige unidade, educação para o respeito nas escolas e rejeição da violência nas comunidades. Destacou ainda a importância de instituições eficazes e da coragem para denunciar e intervir.
O parlamentar alertou que o feminicídio tem raízes estruturais, ligadas a desigualdades históricas de género, práticas patriarcais e relações de poder desiguais, defendendo uma resposta igualmente estrutural. Entre as medidas, apontou o reforço da educação para a igualdade, maior protecção às vítimas e uma actuação firme e célere da justiça.
Por sua vez, o representante do Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, Paulo Francisco, reforçou a necessidade de acções conjuntas para combater a violência baseada no género, classificando-a como uma grave violação dos direitos humanos com impactos na saúde pública, economia e estabilidade social.
Segundo dados apresentados, em 2025 foram registados mais de 18 mil casos de violência baseada no género, afectando maioritariamente mulheres. As autoridades reconhecem que os números reflectem a urgência de respostas mais eficazes e coordenadas para travar o fenómeno no país.







