Os passageiros que utilizam o transporte público interdistrital na Província de Maputo vão passar a pagar mais pelas viagens, na sequência da aprovação, por unanimidade, das novas tarifas pela Assembleia Provincial de Maputo, durante uma Sessão Extraordinária realizada esta semana. O reajuste fixa um aumento médio de cerca de 20% sobre as tarifas actualmente praticadas, elevando o custo por passageiro e por quilómetro de 1,5 meticais para 1,8 meticais.
Na prática, trajectos que anteriormente custavam 15 meticais passam agora para 18 meticais, num ajustamento que as autoridades justificam com o aumento dos custos operacionais enfrentados pelos transportadores. Entre as rotas mais afectadas destacam-se algumas ligações com agravamentos superiores a 50%. É o caso dos percursos Pessene–Malhampsene, Mahoche–Malhampsene, Tenga–Malhampsene e Ngolhoza–Zimpeto, cujas tarifas passam de 30 ou 40 meticais para 45 e 60 meticais.
A rota Ressano Garcia–Maputo, uma das mais movimentadas da província, sobe dos actuais 200 para 250 meticais, embora a proposta inicial apontasse para 270 meticais. Já a ligação Ressano Garcia–Matola passa de 180 para 250 meticais. No distrito da Manhiça, o trajecto Manhiça–Maputo sofre um dos aumentos mais expressivos, passando de 100 para 150 meticais, equivalente a uma subida de 50%. Em Magude, a tarifa entre Magude e Maputo sobe de 260 para 300 meticais, enquanto a rota Moamba–Baixa passa de 85 para 123 meticais.
No distrito de Matutuíne, viajar entre Ponta do Ouro e a Baixa da cidade de Maputo poderá custar 250 meticais, contra os anteriores 200. Já a ligação Salamanga–Baixa sobe de 80 para 110 meticais.
Durante a sessão, o Governador da Província de Maputo, Manuel Tule, defendeu que o reajuste tarifário deve ser acompanhado por maior fiscalização da actividade transportadora, para impedir abusos contra os passageiros. O dirigente manifestou preocupação com práticas como o encurtamento de rotas e a cobrança de valores acima dos oficialmente aprovados, apelando ao reforço do controlo para garantir um serviço mais organizado, seguro e condigno.
A revisão tarifária foi proposta pela UTRAMAP, que aponta o aumento do preço dos combustíveis, custos de manutenção e aquisição de peças sobressalentes como factores que pressionam a sustentabilidade da actividade de transporte público.








