Moçambique voltou a reafirmar, esta quinta-feira, o seu apoio ao princípio de “Uma Só China”, defendendo que Taiwan constitui parte integrante do território chinês e rejeitando qualquer iniciativa de independência da ilha.
O posicionamento foi assumido, em Maputo, pela Liga Parlamentar de Amizade, Solidariedade e Cooperação Moçambique-China, através do seu presidente, o deputado Sérgio José Pantie, que classificou a posição moçambicana como “firme, inequívoca e institucional”.
Falando na sede da Assembleia da República, Pantie afirmou que o Governo da República Popular da China é o único representante legítimo da China no sistema internacional, sublinhando que o apoio de Moçambique ao princípio de “Uma Só China” está alinhado com a tradição diplomática do país em defesa da soberania dos Estados e da integridade territorial.
Segundo o parlamentar, a posição moçambicana não resulta de uma circunstância política momentânea, mas insere-se na relação histórica construída entre os dois países desde 25 de Junho de 1975, data em que foram oficialmente estabelecidas as relações diplomáticas entre Maputo e Pequim. “A relação entre Moçambique e China transformou-se numa parceria estratégica abrangente, baseada no respeito mútuo, solidariedade e cooperação em várias áreas de desenvolvimento”, declarou.
Durante a intervenção, Sérgio Pantie reiterou igualmente o respeito de Moçambique pela Resolução 2758 da Assembleia Geral das Nações Unidas, aprovada em 1971, que reconhece o Governo da República Popular da China como o único representante legítimo da China junto da organização internacional. O deputado sublinhou ainda que a defesa do princípio de “Uma Só China” deve ser entendida como parte de uma visão mais ampla da política externa moçambicana, baseada na não ingerência nos assuntos internos dos Estados, igualdade soberana entre as nações e resolução pacífica de conflitos.
A Liga Parlamentar Moçambique-China aproveitou igualmente a ocasião para felicitar a recente visita oficial do Presidente da República, Daniel Chapo, à China, considerando que o encontro reforçou o compromisso de aprofundamento da cooperação bilateral em sectores estratégicos como infraestruturas, energia, mineração, agricultura, economia digital e inteligência artificial.
Para Sérgio Pantie, a parceria entre Moçambique e China vai além da cooperação económica, representando uma relação histórica de solidariedade política, diplomática e institucional orientada para o desenvolvimento e defesa da soberania dos povos.








