O Ministério da Educação e Cultura (MEC) lançou o Concurso Nacional de Literatura, uma iniciativa destinada a incentivar a produção literária, distinguir autores e investigadores moçambicanos e fortalecer a cultura da leitura e da escrita, numa acção inserida nas celebrações dos 51 anos da Independência Nacional.
Samaria Tovela, titular das pastas do MEC apresentou o concurso como uma oportunidade para revitalizar a produção intelectual no país e ampliar os espaços de valorização da literatura enquanto património cultural e instrumento de afirmação da identidade nacional.
Ao justificar a iniciativa, a governante defendeu que a literatura continua a ocupar um lugar estratégico na preservação da memória colectiva, na formação de cidadãos conscientes e na valorização das múltiplas expressões culturais existentes em Moçambique.
A ministra recordou que, ao longo da história do país, a produção literária desempenhou funções que ultrapassaram a dimensão artística, assumindo-se igualmente como um instrumento de intervenção política e social durante diferentes momentos da trajectória nacional.
Para Samaria Tovela, esse percurso permitiu recuperar referências históricas e culturais durante muito tempo marginalizadas, conferindo maior visibilidade ao património nacional através da produção literária. “Exaltámos a nossa história e a nossa herança cultural”, sublinhou.
O concurso pretende distinguir escritores e estudiosos que contribuam para o enriquecimento da literatura moçambicana, incentivando simultaneamente o surgimento de novos autores e o fortalecimento da investigação sobre a produção literária nacional.



