O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) pretende tornar os alertas sobre cheias, ciclones e secas mais rápidos, acessíveis e compreensíveis para as comunidades moçambicanas. A garantia foi dada durante a abertura, esta segunda-feira, em Marracuene, do VI Conselho Consultivo da instituição, que decorre sob o lema “Por um INAM Preparado para a Transformação Digital, com Serviço Eficiente e Centrado no Utilizador”.
A modernização e digitalização das redes de observação, aliadas ao uso de inteligência artificial, fazem parte das medidas em curso para melhorar a previsão de fenómenos extremos. A aposta é na chamada “previsão baseada no impacto”, que deverá informar não apenas sobre a ocorrência de chuva ou tempestade, mas também sobre as possíveis consequências para comunidades, estradas, culturas agrícolas, barragens e cidades.
Na ocasião, o Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, defendeu que a informação meteorológica deve transformar-se numa ferramenta de protecção e apoio às famílias, agricultores, pescadores e infraestruturas. Segundo o governante, o valor da tecnologia está na capacidade de transformar dados em decisões e acções capazes de proteger vidas, sendo igualmente necessário garantir que a informação chegue às pessoas no momento certo e numa linguagem que possam compreender.
O VI Conselho Consultivo do INAM, que decorre de 17 a 19 de Agosto, vai ainda avaliar o desempenho da instituição e discutir medidas para reforçar a resposta às mudanças climáticas, promover a transformação digital e a inovação, integrar dados e modernizar os sistemas de informação. A iniciativa pretende garantir serviços meteorológicos e climáticos mais rápidos, fiáveis, acessíveis e orientados às necessidades da sociedade e do sector produtivo.




