Moçambique foi reconhecido, em Addis Abeba, na Etiópia, como o primeiro país a aderir à iniciativa WYFEI, promovida no âmbito da União Africana para impulsionar a inclusão financeira e económica de mulheres e jovens. O anúncio foi feito esta segunda-feira, 19 de Outubro, durante a abertura do 2.º Diálogo Egumeni, que decorre até ao dia 21.
A ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, participa no encontro, onde apresentou medidas adoptadas pelo país para ampliar o acesso das mulheres ao financiamento, ao emprego e às oportunidades de negócio.
Entre as iniciativas mencionadas estão o Fundo de Empoderamento da Mulher e a Rede Nacional de Mulheres para a Inclusão Financeira e Económica, instrumentos que visam facilitar o acesso a recursos financeiros e aos mercados, bem como promover o emprego digno e o desenvolvimento de actividades empresariais.
Durante a sua intervenção, a governante defendeu que a participação das mulheres na economia é determinante para o desenvolvimento do continente africano.
“A prosperidade de África não pode ser construída deixando as mulheres à margem da economia”, afirmou Ivete Alane.
A iniciativa WYFEI, sigla inglesa de Women and Youth Financial and Economic Inclusion, está orientada para a inclusão financeira e económica de mulheres e jovens. Para Moçambique, a adesão representa um compromisso de promoção de oportunidades económicas para estes grupos, num contexto em que o acesso ao financiamento e aos mercados continua a ser relevante para o desenvolvimento de actividades produtivas e para o combate à pobreza.






