A luta contra a criminalidade continua no topo das prioridades do Governo, por isso, o Presidente da República, Daniel Chapo, exigiu, nesta segunda-feira, 23 de Fevereiro, estratégias inovadoras para o combate à criminalidade e controlo migratório eficiente bem como para o fortalecimento da segurança nacional, estabilização política e económica.
O Alto Magistrado da Nação Moçambicana discursava durante a cerimónia de patenteamento de Oficiais Generais das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e Oficiais Comissários da Polícia da República de Moçambique (PRM), tendo na ocasião exigido novos desafios para o patenteados.
“Ao investirmos em vós, estamos a formar de maneira inequívoca a nossa confiança na vossa capacidade de liderar, orientar e fortalecer o sistema nacional de defesa, que é o pilar essencial de um Estado forte, seguro e próspero”, destacou
Na cerimónia, realizada no Estado-Maior General, marcou a renovação do comando do Ramo da Marinha de Guerra, agora sob a liderança do Contra-Almirante Estevão Bernardo Nchokomala. Ao empossá-lo, o Presidente Chapo definiu o domínio marítimo como o “fator determinante para o êxito da estratégia global de estabilização”.
O Comandante-Chefe instruiu a nova chefia a transformar o ramo naval numa força de elite capaz de neutralizar a pirataria, o tráfico de drogas e, sobretudo, as rotas que alimentam a insurgência no Norte, assegurando o controlo efetivo da extensa costa moçambicana.
Para além do combate ao terrorismo, o Chefe do Estado dirigiu um aviso contra a corrupção e o abuso de poder que corroem a confiança pública na Polícia da República de Moçambique (PRM). Ao empossar o novo Adjunto do Comissário, Gelindo Baltazar Vumbuca, o estadista alertou para a tendência de “degradação de valores éticos, morais e cívicos” na sociedade global, exigindo que o combate a estes males seja uma “atenção prioritária”, pois o respeito policial constrói-se “acima de tudo, pelo exemplo”.
No sector migratório, o Presidente Chapo patenteou nove oficiais ao posto de Adjunto do Comissário da Migração, com o objectivo de harmonizar as estruturas de comando provinciais do Serviço Nacional de Migração (SENAMI). Segundo o Chefe do Estado, os novos oficiais devem redobrar a atenção ao desempenho das suas unidades, concentrando-se no combate à imigração ilegal e ao tráfico de pessoas, e garantindo uma fiscalização rigorosa sobre os subordinados, de modo a reforçar a imagem de uma instituição considerada exemplar em termos de profissionalismo, aprumo, ética e cordialidade.
O sistema prisional também recebeu directivas urgentes de segurança pública. Ao patentear aos novos Primeiros Adjuntos de Comissários da Guarda Penitenciária, o Comandante-Chefe instou-os a assumirem um “papel decisivo na prevenção da radicalização nas cadeias”. Exigiu o fim imediato das burlas telefónicas e crimes coordenados a partir das celas, desafiando os oficiais a transformarem as prisões em espaços de “reabilitação socia” e não em extensões do crime organizado que “tiram o sono à sociedade”.







