Há uma rede de mais de 20 “nhonguistas” na Autoridade Tributaria de Moçambique (AT) e Tribunal Administrativo (TA). O facto foi, nesta terça – feira, 24 de Fevereiro, tornado público pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC). Por outro lado, a instituição chancelada pelo Ministério revelou que actos de corrupção nas instituições públicas lesou o Estado em mais dois mil milhões de meticais.
As duas instituições foram, recentemente, alvo de busca por parte das autoridades da lei e ordem. Apesar de anunciar a existência de mais de 20 suspeito ligados a casos de corrupção na Autoridade Tributaria e Tribunal Administrativo, o porta – voz do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), Romualdo John, referiu que os indiciados ainda não foram constituídos arguidos, estando os processos em fase de instrução.
Relativamente as denúncias que dão conta de que há funcionários da Procuradoria – Geral da República que são aliciados financeiramente para acelerarem a tramitação dos processos, John disse que a GCCC está a par do assunto e está a desencadear acções contra os infractores.
Ainda sobre o recebimento de valores monetários para facilitar o andamento de processos, a fonte revelou que alguns funcionários foram acusados e, posteriormente, levados ao Tribunal com vista a responderem pela ligação aos casos.
Sem avançar o horizonte temporal, o porta – voz do Gabinete Central de Combate à Corrupção apontou que actos de corrupção nas instituições públicas lesaram o Estado em mais de dois mil milhões de meticais, sendo que em conexão com esses casos foram apreendidos mais de 11 milhões de meticais.
O GCCC revelou, por outro lado, que os 11 milhões de meticais foi graças as denúncias feitas através de vários meios em estreita colaboração com instituições públicas e privadas, com destaque para o Tribunal Administrativo e do Gabinete de Informação Financeira.
Sendo a corrupção um dos males que ano pôs ano lesam o Estado moçambicano, aquela instituição chancelada pelo Ministério Público exorta aos servidores públicos a pautarem por uma conduta honesta, garantido que continuará implacável a todos actos de corrupção.








