Pelo menos 25 candidatos ao XLIV Curso Básico foram dispensados da Escola Práctica da Polícia (EPP-Matalana), desde o dia 23 de Fevereiro, por uma lista de “criatividades” que incluiu porte de telemóveis (expressamente proibidos), posse de cannabis sativa, conhecida localmente como soruma, e até alegado aliciamento de funcionários para facilitar a entrada clandestina dos aparelhos durante a formação.
Segundo a direcção da instituição, os actos configuram indisciplina grave e violação das normas internas, incompatíveis com o perfil exigido a futuros agentes da lei.
A cerimónia de dispensa foi conduzida pela Adjunta do Comissário da Polícia, Madalena André Kundema, Directora de Inspecção do Comando-Geral da PRM. Em parada com os candidatos, declarou “tolerância zero” para qualquer tentativa de contornar as regras estabelecidas na escola.
“A Polícia da República de Moçambique é uma instituição séria, por isso não vamos tolerar comportamentos desviantes. O processo de purificação começou na comunidade, vai decorrer durante a formação e será contínuo até aos lugares onde forem afectos”, afirmou.
A dirigente alertou ainda que qualquer forma de conivência com a violação das normas também será punida, incentivando os formandos a denunciarem tentativas de burla às regras.
Assim, antes mesmo de vestirem a farda, alguns candidatos já aprenderam a primeira lição: na EPP-Matalana, disciplina não é opcional e o telemóvel, definitivamente, não faz parte do uniforme.








